Comerciais de 6 segundos: como a Globo flexibiliza seu intervalo

Em maio, a Globo anunciou ao mercado publicitário que estava disposta a flexibilizar os intervalos comerciais, dando diferentes opções aos anunciantes. Praticamente restrito ao tempo de 30 segundos – com exceção das vinhetas e das entregas de coberturas especiais – o break comercial da emissora, agora, ofereceria também as opções de anúncios de 10 e 15 segundos de duração. A iniciativa faz parte da nova política comercial que começou a ser implementada na gestão de...

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Em maio, a Globo anunciou ao mercado publicitário que estava disposta a flexibilizar os intervalos comerciais, dando diferentes opções aos anunciantes. Praticamente restrito ao tempo de 30 segundos – com exceção das vinhetas e das entregas de coberturas especiais – o break comercial da emissora, agora, ofereceria também as opções de anúncios de 10 e 15 segundos de duração.

A iniciativa faz parte da nova política comercial que começou a ser implementada na gestão de Eduardo Schaeffer, que assumiu a área em março com a proposta de integrar a TV e as plataformas digitais da Globo em uma plataforma única de soluções aos anunciantes.

Pouco tempo depois, a emissora deu mais uma demonstração de que os meios digitais estavam inspirando novas estratégias de sua área comercial. Além dos formatos de 10 e de 15 segundos, a Globo também passou a oferecer aos anunciantes a opção de veicularem comerciais de 6 segundos na grade da TV aberta. Esse modelo começou a ser utilizado na semana passada e foi testado pela Mastecard. Confira, abaixo, o vídeo:

No estilo Bumper Ad (inserção comum nos vídeos do YouTube), o comercial da marca destaca o pagamento via tecnologia por aproximação que a Mastercard começa a disponibilizar e foi criado pela WMcCann. Ao anunciar a estreia da campanha, a agência reconheceu que o formato mais curto é uma maneira de o mercado reconhecer e adotar práticas mais maleáveis e consonantes com o momento de atenção fragmentada do consumidor. “É importante as marcas terem a oportunidade de dinamizar a narrativa e adaptar o discurso conforme for mais conveniente aos seus negócios”, diz André França, vice-presidente de mídia da WMcCann, em comunicado.

“O comercial de 30 segundos sempre foi o produto principal – aliás, por muito tempo, foi o único produto. Mas hoje aceitamos formatos de todos os tipos porque sabemos que precisamos atender melhor aos clientes”, disse Schaeffer, em entrevista concedida ao Meio & Mensagem durante o Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions, ocorrido em junho. Na mesma entrevista, o diretor de negócios integrados da Globo antecipou que a emissora deve continuar flexibilizando seus formatos de publicidade. Assista ao vídeo com a entrevista completa:

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