Brasil é 4º país que mais confia em veículos impressos

O estudo global Trust in the Media (“confiança na mídia”, em tradução livre) da Ipsos revela que o 65% dos brasileiros confiam em veículos impressos, 8% não confiam de maneira nenhuma e 23% não apresentam muita confiança. Esse índice coloca o Brasil na quarta posição do ranking dos países que mais acreditam em conteúdo produzidos por jornais e revistas, atrás de Índia, Arábia Saudita e África do Sul. Olhando para o cenário global, o índice...

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O estudo global Trust in the Media (“confiança na mídia”, em tradução livre) da Ipsos revela que o 65% dos brasileiros confiam em veículos impressos, 8% não confiam de maneira nenhuma e 23% não apresentam muita confiança. Esse índice coloca o Brasil na quarta posição do ranking dos países que mais acreditam em conteúdo produzidos por jornais e revistas, atrás de Índia, Arábia Saudita e África do Sul. Olhando para o cenário global, o índice de credibilidade cai para 47% e a Sérvia é o país que menos acredita nos veículos impresso, com 11%.

 

65% dos brasileiros confiam em veículos impressos (Crédito: Trade/iStock)

A pesquisa online foi realizada de 25 de janeiro a 8 de fevereiro de 2019, com 19,5 mil entrevistados em 27 países. Também que além dos veículos impressos, 65% dos brasileiros também confiam em conteúdos produzidos pela televisão e pelo rádio, deixando o país na sexta posição, atrás de Arábia Saudita, Índia, África do Sul, China e Alemanha. Além disso, 58% da população brasileira confiam em sites de notícias e plataformas online, colocando o País na sétima posição. Na média global, 49% das pessoas confiam em televisão e rádio e 45%, em plataforma online.

Globalmente, 54% dos entrevistados acreditam que conteúdos de jornais e revistas são relevantes, e entre brasileiros, 70% pensam assim, empatado com a Malásia na terceira posição, atrás de Índia (82%) e África do Sul (74%), revela o estudo. Já a relevância da TV e do rádio no Brasil chega a 69%, o que deixa o País na quinta posição, empatado com a Alemanha, atrás de África do Sul (78%), Índia (75%), Malásia (73%) e Canadá (71%) — a média global é de 58%. Em relação ao índice de relevância em sites de notícias e plataformas online, o Brasil apresenta 70%, na terceira posição, atrás de África do Sul (75%) e Índia (72%). Já no mundo, esse valor cai para 57%.

Globalmente, metade dos entrevistados acreditam que jornais e revistas agem com boas intenções, sendo que no Brasil esse percentual sobe para 63%, assim como para plataformas de notícias online, de acordo com a pesquisa. Entretanto, a população brasileira acredita ainda mais na boa intenção da televisão e do rádio (65%).

Fake news
Outro ponto importante do levantamento são as fake news. Ele aponta que 59% da população brasileira diz que o conteúdo falso prevalece em jornais e revistas e a média global é de 52%. O percentual de brasileiros que acreditam que as fake news prevalecem na internet é ainda maior (68%), acima da média global (62%). Em relação aos que acreditam que as fake news prevalecem na televisão e rádio, o Brasil apresenta 61% e o mundo, 52%.

O estudo ainda revela que as informações obtidas entre amigos também geram desconfiança, já que 61% dos brasileiros acreditam que eles podem trazer conteúdo falso, ao passo que a média global é 37%. Entretanto, a possibilidade de conteúdo falso é ainda maior entre conhecidos apenas pela internet, com 67% no Brasil e 54% no mundo.

Outras fontes de informação
A pesquisa também aponta o nível de confiança das pessoas em pessoas que conhecem pessoalmente frente pessoas que conhecem online. Globalmente, 72% dos entrevistados afirmaram que confiam mais pessoas que conhecem pessoalmente, do que online (27%). Já entre os brasileiros, 73% confiam mais em conhecidos pessoalmente, do que pela internet (38%).

Já a percepção mundial de relevância das notícias e informações recebidas por pessoas conhecidas pessoalmente também é maior (70%) do que as enviadas por contatos da internet (36%), sendo que entre os brasileiros esse índice é maior: 76% e 48%, respectivamente. Entretanto, a estudo revela que apenas 39% dos entrevistados do mundo acreditam que as pessoas conhecidas pela internet agem com boas intenções quando compartilham informações, sendo que o percentual é bem maior para quem conhecem cara a cara (72%). O índices do Brasil são ainda mais altos: 49% e 76%, respectivamente.

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